Séries e minisséries de época baseadas em fatos reais

Oi gente! Hoje resolvi trazer aqui algumas indicações rapidinhas de algumas séries e minisséries de época baseadas em fatos reais que eu gostei bastante. Acho que não é segredo que eu sempre tive uma queda por produções históricas, né? Mas antigamente tanto fazia para mim o período histórico, contanto que a mulherada estivesse de vestidão e os homens carregassem uma espada (rs). Com o tempo comecei a me interessar também por história, e sempre que me interesso por um ou outro assunto, eu procuro um filme ou uma série que se passe naquele determinado período histórico.

Aqui nessa lista, então, tem série sobre a guerra da independência dos Estados Unidos, sobre a guerra civil americana, sobre assassinos em série e etc. Eu vou tentar falar o essencial de cada uma, de forma resumida, e espero que consigam achar algumas opções aqui no post. Lembrando que a lista não segue nenhuma ordem de preferência, ein?

1 – SALEM

Como o próprio nome da sugere, estamos em Salem, Massachusetts, no ano de 1692. E Salem é conhecida no mundo inteiro pelo quê? Caça às bruxas! E muitos personagens que viveram lá aparecem na série, como Mary Sibley, John Alden, Cotton Mather, etc. Mas nessa Salem fictícia criada por Brannon Braga e Adam Simon, os personagens tiveram algumas características modificadas e os julgamentos das bruxas são decididos por uma bruxa – ainda que o restante da cidade não faça ideia disso.

Mary Sibley (antes Walcott), é casada com George Sibley, um dos fundadores de Salem. George sempre foi muito influente na cidade, mas depois de ficar inválido, é Mary que “governa” tudo por ali. O problema (para os habitantes de Salem, ao menos)? Mary é uma bruxa e tudo o que quer é se vingar daqueles que chama de “puritanos” – as pessoas “de bem” que fizeram com que ela perdesse seu grande amor, John Alden, e o filho que esperava. O que Mary não esperava era que John retornasse, anos depois, e fizesse com que as motivações dela fossem abaladas.

Resumindo, a série é basicamente uma mistura de tudo que eu gosto (rs): é de época, tem bruxas no meio, um casal com uma história inacabada, mistério, vingança e uma abertura ao som de uma música do Marilyn Manson rs (verdade seja dita, a única música dele que eu realmente gosto). Uma curiosidade: quem interpreta o John Alden é o Shane West, do filme Um amor para recordar, sabem?

São três temporadas (as duas primeiras com treze episódios, a terceira tem apenas dez), e eu gostei de todas – apesar de não ter gostado totalmente do final.

2 – ALIAS GRACE

Essa segunda série é original Netflix, então é bem fácil de assistir. Alias Grace é baseada no livro de mesmo nome da escritora canadense Margaret Atwood (também autora de The Handmaid’s tale – que não é de época, mas eu super indico), que nos traz a história de Grace Marks, uma criada que foi condenada pelo homicídio de seu patrão e da governanta da casa em que trabalhava.

O legal é que esse homicídio de fato ocorreu, e ficou muito conhecido. Grace Marks trabalhava para Thomas Kinnear, que mantinha um relacionamento com sua governanta, Nancy Montgomery. No dia dezoito de julho de 1843, Thomas e Nancy foram assassinados por um criado – James McDermott, que posteriormente fugiu com Grace para os Estados Unidos. Então, a discussão sobre a autoria do crime sempre existiu: Grace Marks participou efetivamente do duplo assassinato ou não tinha culpa no cartório?

Para chegar no fim dessa questão, a série (e vou falar apenas da série, pois não li o livro) se utiliza da dinâmica doutor/paciente. Grace está encarcerada há mais de quinze anos, e concorda em ser entrevistada pelo doutor Simon Jordan, que está fazendo um estudo sobre assassinos conhecidos. São nessas entrevistas que vamos conhecendo o passado de Grace e descobrindo, através de flashbacks, o que ocorreu no dia do homicídio.

3 – DARK ANGEL

Uma minissérie sobre a primeira assassina em série britânica. Segundo a wikipédia: “Mary Ann Cotton (antes Robson; 31 de outubro de 1832 – 24 de março de 1873) foi uma assassina em série britânica condenada e executada pelo assassinato (mediante emprego de veneno) de seu enteado Charles Edward Cotton. É provável que ela tenha assassinado três de seus quatro maridos, aparentemente com o fim de coletar o dinheiro dos seguros de vida, e muitos outros. Ela pode ter matado cerca de vinte e uma pessoas, incluindo onze de seus treze filhos. Mary frequentemente matava suas vítimas através de envenenamento causado pela ingestão de arsênico”. A série é basicamente essa história em dois episódios. Amei!

4 – THE LIZZIE BORDEN CHRONICLES

E agora uma minissérie sobre uma assassina americana – e uma muito conhecida! Lizzie Borden (1860 – 1927) ficou famosa ao ser acusada de ter assassinado seu pai e sua madrasta a machadadas. O julgamento ganhou muita notoriedade, e, no fim, Lizzie Borden foi absolvida das acusações.

Existem muitos programas e livros que se baseiam na história de Lizzie Borden, mas a série que eu assisti foi a série protagonizada pela Christina Ricci. E aqui vai uma dica: antes de gravar a série, Christina Ricci fez um filme (Lizzie Borden took an ax) que conta a história dos assassinatos de Andrew e Abby Borden. O legal é ver esse filme antes, até porque a série se passa quatro meses depois do julgamento e da absolvição de Lizzie Borden.

O lado ruim: os oito episódios são ótimos e eu adorei a série, mas ela foi cancelada, o que fez com que o último episódio ficasse com o final “no ar”. Tem coisa mais odiosa que isso? rs.

5 – MERCY STREET

É um Grey’s Anatomy misturado com E o vento levou. Digo isso porque Mercy Street é uma série sobre a rotina de um hospital militar em Alexandria, na Virgínia, em plena guerra de secessão. Nós temos os doutores, as enfermeiras, os pacientes, e aqui, também, os “donos” do hospital (que antes era um hotel): os Greens. Num misto de ficção com fatos que realmente aconteceram, a série é um drama que realmente me viciou!

A personagem central é a enfermeira Mary Phinney, que existiu na vida real e registrou seus conhecimentos sobre a medicina durante a época em diários. Ao lado dela, temos o doutor Jed Foster (interpretado por Josh Radnor, o Ted de How I Met Your Mother) e Emma Green, que também existiu e era noiva de um espião dos estados confederados – Frank Stringfellow (interpretado por Jack Falahee, o Connor the How To Get Away With Murder).

Eu fiquei muito triste quando a série foi cancelada depois da segunda temporada, pois tinha muito potencial para, pelo menos, uma última temporada. Por causa disso, o “final” me decepcionou.

6 – TURN

Turn é uma série um pouco mais longa, mas absolutamente maravilhosa! Encontrei quando eu estava procurando produções sobre a guerra da independência americana e simplesmente me apaixonei. A história aqui gira em torno de um grupo de espiões do exército do general Washington: Abraham Woodhull, Benjamin Tallmadge, Caleb Brewster e Anna Strong (uau, falando aqui me deu vontade de assistir de volta hahaha).

São quatro temporadas que nos transportam para os Estados Unidos de 1776 (e daí adiante), especialmente para a cidadezinha de Setauket, no estado de Nova York. É ali que vive Abraham Woodhull, um fazendeiro nada satisfeito com a invasão do exército inglês na sua cidade. Abraham não se alistou para se juntar as tropas de Washington, mas acaba se tornando essencial para o exército dos rebeldes quando começa a espionar – um plano montado por seu amigo de infância, o major Benjamin Tallmadge. Os dois contam, ainda, com a ajuda de Caleb Brewster e de Anna Strong para garantirem que os rebeldes sairiam vitoriosos.

Eu só posso dizer uma coisa: assistam. A série é ótima, produção impecável, elenco afiadíssimo (acho que é a primeira vez na vida que uso essa expressão), enredo interessantíssimo. Tem episódios que você fica tenso, sabe? Pensando em como é que tal situação vai se resolver, como tal personagem vai se safar, etc. São quatro temporadas de dez episódios cada, um melhor do que o outro.

 

Só para finalizar, tem um outro post aqui no blog falando especificamente de uma outra série que eu a-m-e-i: Banished. Ela conta a história dos primeiros prisioneiros que desembarcaram na Austrália e como era a vida lá naquele tempo. Obs: não dá para esquecer que, como todas as outras séries da lista, os fatos reais foram bem romantizados.

Ficou um post um pouco mais longo do que eu queria escrever, mas já foi difícil conseguir resumir para ficar desse tamanho rs. Eu realmente gostei e indico cada uma das séries que listei aqui, viu? Aliás, quando/se assistirem, voltem e contem o que acharam! hehe.

Espero que tenham gostado!

Com carinho, Roberta.

A imagem em destaque é da série Salem.

Postado por: Roberta Ouriques

Comentários

Posts relacionados