Julgamento de assassinato no Tribunal Old Bailey, Londres (1811)

Quando eu descobri que era possível acessar os registros dos julgamentos no Tribunal Old Bailey desde 1674, eu enlouqueci. Verdade seja dita, passei horas, dias, semanas e meses revirando aquele site de cabeça para baixo rs. Para autoras de romances de época/históricos, é uma beleza. Não aprendemos apenas sobre os crimes (procedimentos, penas e etc), como também, através do depoimento de testemunhas, aprendemos muito sobre o cotidiano da época. É muito legal. Mas atenção: nem todos os crimes eram julgados no Old Bailey. Na verdade, nas outras regiões que não Londres, julgamentos eram realizados nos chamados Assizes (mas logo vou trazer um post sobre isso). Vamos lá então? O julgamento desse caso é um pouco longo, mas vale a leitura!

P.s: às vezes as falas das testemunhas podem parecer meio confusas, mas eu tentei traduzir da forma mais fiel que consegui.

 

JOHN COLLEY foi indiciado pelo terrível assassinato de Mary Colley, sua esposa.

Inquirição da testemunha ANN THOMPSON:

Você conhecia a falecida, Mary Colley?

Sim, eu estava no apartamento que alugava dela no domingo, dia 12 de maio, aproximadamente às 17:30h. Era na casa da falecida. Eu fui para o quintal por cerca de cinco minutos e, quando virei a cabeça, vi o Sr. Colley, o prisioneiro, chegando. Eu corri o mais rápido que pude para avisar a esposa. Ela perguntou se era mesmo ele. Um instante depois, o Sr. Colley entrou pela porta e, tão logo fez isso, ele disse que era o dia de seu casamento e que ele tinha vindo para matá-la. Ele tirou a faca das calças e fincou nas entranhas da mulher.

Você quer dizer que ele furou as entranhas.

Sim, ele girou a faca, tirou do corpo dela e foi esfaquear Thomas Ferguson que estava na mesma sala.

Você quer dizer que ele tentou esfaqueá-lo?

Sim, ele deu uma secunda facada no peito de Ferguson e Ferguson o empurrou em uma cadeira, aí eu gritei que havia um assassinato e o Sr. Elias veio ajudar. A Sra. Colley correu para a casa do Sr. Brown. Eu saí da casa também e fui encontra-la na casa do Sr. Brown. Eu disse: “Sra. Colley, você está muito machucada”, e ela disse: “Veja, Nance, pois eu não consigo enxergar a ferida em meio a tanto sangue”. Então o Sr. Brown mandou que eu encontrasse um policial o mais rápido que eu pudesse, momento em que eu saí procurar o Sr. Lucas. Eu não vi mais nada até que eu encontrasse a Sra. Colley morta. Ela morreu naquela mesma noite, aproximadamente 21:30h.

A falecida disse algo para o marido quando ele chegou?

Não.

Você por acaso sabe há quanto tempo ele não a via?

Aproximadamente três semanas ou quinze dias antes eu o vi no quintal.

Mas ele não tinha se encontrado com ela naquele dia?

Não.

O que ele fazia?

Era um marinheiro.

Ele era um marinheiro e você não o via em casa por quinze dias ou três semanas antes?

Não.

E você não sabe se ele viu a mulher durante esse tempo?

Não saberia dizer.

E quando ele chegou, ela não disse nada para ele?

Não, nenhuma palavra.

Perguntas do Sr. Allen – Ferguson é o homem que estava lá quando ele chegou?

Sim.

O prisioneiro era um marinheiro?

Sim.

Enquanto ele estava fora, o Sr. Ferguson vivia com ela?

Isso eu não sei.

Eu quero saber se você sabe se, durante a ausência do Sr. Colley, o Sr. Ferguson ocupava seu papel?

Ele comia lá. Eu não posso dizer mais nada.

Você já o viu lá pela manhã?

Sim.

Você já o viu lá na hora de dormir?

Sim.

Quantos quartos existem na casa?

Três.

Quantos eram alugados? Você alugava um?

Sim.

Quem alugava o outro?

Ninguém.

Em que andar ficava o quarto em que ela dormia?

No andar mais baixo, onde ela morreu.

Quando você acordava pela manhã ou na hora de dormir, eu te pergunto: você já o viu naquele quarto, seja pela manhã ou à noite?

Sim.

Você não sabe dizer se o prisioneiro deu a esposa um ticket de três libras por mês para ela sacar do salário dele?

Não.

Ele não a censurou por pegar o dinheiro que ele lhe cedia e dar para o Sr. Ferguson?

Eu nunca ouvi isso. Não posso dizer.

O Sr. Ferguson não levantou quando o Sr. Colley chegou e tentou colocá-lo para fora?

Não. O Sr. Colley disse que estava lá para cometer assassinato. Foi depois que ele esfaqueou a esposa que o Sr. Ferguson levantou.

Então eu devo entender que o Sr. Ferguson não cometeu nenhuma violência contra o Sr. Colley até que ele mesmo fosse atacado?

Ele não cometeu nenhuma violência.

Você foi inquirida na frente do legista?

Sim, e eu falei exatamente o que disse aqui.

Inquirição da testemunha THOMAS FERGUSON:

Você conhecia o Sr. Colley e sua esposa?

Sim, eu os conheço há cerca de treze ou quatorze anos.

Você estava no quarto quando os acontecimentos trágicos aconteceram?

Sim, foi no dia 12 de maio. Eu vi o prisioneiro chegar, eu estava no quarto da falecida quando o prisioneiro chegou. Eu estava sentado em uma cadeira e a Sra. Colley estava sentada na mesa cortando pão e manteiga. Quando o prisioneiro entrou na casa, suas primeiras palavras foram: “Aqui eu estou, é o dia do meu casamento e eu vou cometer um assassinato”. Imediatamente depois dessas palavras, ele sacou uma faca e fincou na falecida, momento em que eu levantei imediatamente e fui até ele. Eu perguntei se ele queria assassiná-la e ele me atacou com a mesma faca. Enquanto a faca penetrava meu colete e minha camisa, arranhando minha pele, eu a empurrei com a mão e não me machuquei. Ele, então, tentou fincar a faca em meu peito e eu o empurrei e ele caiu na cadeira.

Você o empurrou na cadeira?

Sim, quando ele tentou me atacar pela segunda vez eu imediatamente segurei seus braços, dominei a faca e tirei das mãos dele, entregando para o Sr. Elias em seguida. Por alguns minutos eu segurei o prisioneiro na mesma posição da hora em que tirei a faca dele, mas depois disso o soltei. Ele levantou da cadeira e disse: “Espero que eu tenha acabado com ela” e disse que sentia muito que não tivesse acabado comigo também. Eu pedi ao Sr. Elias para tomar conta do prisioneiro e não deixar que ele saísse da casa, então saí com a intenção de encontrar um policial, mas, ao invés disso, percebendo que não havia nenhum médico para ajudar a falecida, eu encontrei um médico, que veio imediatamente. Depois, eu saí procurar por um policial e encontrei um que estava há cerca de 3 metros da casa. Eu voltei para a casa da falecida com o policial e prestei queixa contra o falecido, então o policial o prendeu.

Você conhecia o prisioneiro?

Sim.

Ele estava separado da esposa?

Sim.

Quanto tempo fazia desde que ele tinha visto ela pela última vez?

Não sei dizer. Eu tinha visto ele cerca de um mês antes do assassinato.

Ele estava vivendo com a esposa então?

Não.

Você sabe dizer se havia alguma disputa entre a falecida e o prisioneiro?

Nunca vi nenhuma briga.

Você estava hospedado na mesma casa, não?

Sim.

Perguntas do Sr. Allen – Você estava hospedado na mesma casa. Em que cama você dormia?

Geralmente, quando eu dormia lá, eu dormia no quarto de casal.

Você quer dizer, pela sua honra, que sempre que você dormia na casa você dormia no quarto de casal?

Sim, é exatamente o que quero dizer. Na primeira vez que dormi lá, dormi no chão, e depois que o primeiro piso foi ocupado eu comecei a dormir no quarto de casal.

O que você faz?

Sou um marinheiro.

Você disse a meu chefe que, um mês antes do acontecimento, o prisioneiro estava na casa.

Disse que o vi no quintal.

Você ajudou a tirar o prisioneiro de sua casa naquele dia?

Não.

Perguntas do tribunal – Você alguma vez o expulsou de casa?

Uma vez, quando eu e ele tivemos uma briga. Ele me empurrou e eu tive motivos para expulsá-lo.

Nessa ocasião, houve algum golpe?

Sim.

Inquirição da testemunha ELIAS JOSEPH:

Eu sou vizinho da falecida. No domingo, dia 12 de maio, aproximadamente às 17:30h, eu estava na casa do Sr. Brown. Eu vi o Sr. Colley, o prisioneiro, se dirigir a casa da Sra. Colley. Ele não tinha ficado um minuto lá dentro antes de eu ouvir os gritos de assassinato. Eu corri até a casa, e encontrei a falecida deixando o local, sangrando e dizendo: “Eu fui esfaqueada”. Eu deixei que ela passasse e entrei na casa. Então eu vi o Sr. Ferguson segurando o prisioneiro em uma cadeira, o prisioneiro com uma faca na mão, e eu vi o Sr. Ferguson tirando a faca dele. O Sr. Ferguson virou para mim e disse: “Sr. Elias, fique com a faca” e então eu peguei a faca e coloquei no meu bolso. Eu disse ao Sr. Ferguson para soltar o prisioneiro e procurar um policial. Eu fiquei com o prisioneiro até o policial chegar.

O prisioneiro tentou fugir?

Não, quando o Sr. Lucas, o policial, chegou, eu o deixei a cargo do prisioneiro e lhe entreguei a faca.

Inquirição da testemunha SR. RICHARDSON

Eu sou um cirurgião. Eu atendi a falecida no dia 12 de maio, entre as cinco e as seis da tarde. Eu a encontrei desacordada. Ela tinha uma ferida de cerca de três quartos de uma polegada na parte mais baixa do abdômen.

Parecia que o ferimento havia sido provocado por qual instrumento?

Um instrumento afiado. Era um corte certo.

Qual foi a consequência do corte?

Se ela morreu, ou não, em consequência do corte, é impossível dizer. Se essa foi a causa da morte, eu não posso dizer, pois não conduzi uma autópsia.

Você pode dizer ao menos se o ferimento parecia ser a causa da morte?

Sim, parecia.

Quando ela morreu?

Eu fui chamado para vê-la aproximadamente às 22h daquela noite e a encontrei morta.

Depois que você a encontrou morta, você examinou o corpo?

Não.

Então você não pode dizer se ela morreu em decorrência da ferida?

Não posso dizer.

Mas você disse a sua Senhoria que a ferida poderia ser a causa da morte?

Sim, poderia.

Você viu alguma outra coisa que pudesse ocasionar a morte dela?

Não.

Você poderia nos dizer quantas vezes viu a falecida depois da primeira visita?

Eu fui chamado para atende-la entre as cinco e as seis da tarde e fiz um curativo no corte.

Você pode dizer o quão profunda era a ferida?

Não posso dizer o quão profunda, mas digo que tinha três quartos de uma polegada de espessura. Eu mandei que colocassem ela na cama e ela melhorou um pouco, e então eu fui embora. Perto das 21h, quando a vi novamente, e a encontrei desacordada, eu dei a ela alguns remédios estimulantes e ela se recuperou e conseguiu falar. Ela reclamou de dor na barriga e nas costas. Ela estava muito agitada, quando a deixei naquela hora. Depois, aproximadamente às 22h, fui chamado novamente e, quando cheguei, a encontrei morta.

Diga senhor, em sua opinião, tendo visto tudo isso e sendo chamado por várias vezes, o que, em sua opinião, foi a causa da morte?

Na minha opinião, a ferida foi a causa da morte.

Eu peço sua opinião como um médico. Qual foi a causa da morte?

Na minha opinião, a ferida foi a causa da morte.

Você tem alguma dúvida quanto a isso?

Não.

Essa foi a pergunta que te fiz antes.

Eu não entendi vossa Senhoria. Eu não podia jurar que essa foi a causa da morte, mas não tenho dúvidas quanto a isso. Eu queria fazer uma autópsia, mas o pai da falecida não permitiu.

Inquirição da testemunha JOHN LUCAS:

Eu fui até a casa da falecida e o prisioneiro estava sentado em uma cadeira. Havia várias pessoas na sala. Eu perguntei qual era o homem que havia esfaqueado a mulher e ele disse: “Aqui estou”. Eu perguntei ao prisioneiro se ele tinha esfaqueado a mulher e ele disse que sim. Eu perguntei se ele tinha outras armas com ele, e ele disse que não. Eu fiz uma revista e não encontrei nada. Ele levantou e eu lhe informei que precisava prendê-lo, e ele me disse que eu não tinha direito de fazer isso, mas que ele iria sem protestar. Eu insisti em prender suas mãos e ele mesmo me deu um lenço para isso. O Sr. Elias amarrou as mãos dele enquanto eu o segurava. Essa é a faca que o Sr. Elias disse que me entregou e disse: “Essa é a faca com a qual ele esfaqueou a mulher”.

Pergunta para ELIAS JOSEPH:

Você entregou a faca para o Sr. Lucas?

Sim, foi a faca que o Sr. Ferguson tirou das mãos do prisioneiro.

Pergunta para THOMAS FERGUSON:

Essa é a faca com a qual ele esfaqueou a mulher?

Sim.

DEFESA DO PRISIONEIRO

Eu sofro com crises, e estava furioso com o que esse homem e essa mulher me fizeram passar por dois ou três anos, então eu posso ter cometido o crime, mas parte do que eles dizem é falso. Esse homem vivia com minha mulher, e quando eu voltei para casa, ele me expulsou de lá. Na quarta feira antes dos fatos eu fui até a casa da minha mulher, e a própria mulher que testemunhou contra mim me viu. Ela e minha esposa abaixaram os vidros das janelas e a mulher fechou a porta. Eu fui para o hospital e pedi que chamassem minha esposa, e ela mandou dizer que não iria. Ela disse que esperava que eu me recuperasse. Eu sofri uma fratura no crânio e às vezes eu perco a razão.

Inquirição da testemunha GEORGE MASON:

Eu sou um marinheiro.

Você já navegou na companhia do prisioneiro?

Sim, no Ceylon. Eu era comissário de bordo e o prisioneiro era barqueiro.

Durante esse tempo, você foi capaz de observar alguma coisa em particular sobre a conduta do prisioneiro?

Na noite em que ele deixou St. Helena, em maio ou junho de 1806, eu estava na cabine do carpinteiro, na companhia do carpinteiro e do comissário do capitão. Eu deixei a cabine aproximadamente às 22h e nós fomos deitar em camas separadas. Em alguns minutos, o carpinteiro pediu que eu buscasse uma vela, a qual eu enviei e logo em seguida fui até lá. Eu encontrei o carpinteiro e o comissário do capitão quebrando a porta do prisioneiro e, quando a porta abriu, nós encontramos o prisioneiro deitado com sua garganta cortada de uma maneira terrível. Nós mandamos chamar o cirurgião, o Sr. Newberg, que, com muita dificuldade, suturou o corte. O prisioneiro ficou muito agitado e tentava abrir o corte de volta. Depois de procurar, nós encontramos uma lâmina embaixo da cama. Ele tentou abrir a ferida durante toda a noite. Eu e o carpinteiro precisamos ficar com ele a noite toda e fomos obrigados a mandar um homem ficar com ele no dia seguinte. Durante aquela noite, o prisioneiro estava vendo coisas.

Você sabe dizer se, durante aquele tempo, ele enviava algum dinheiro para a esposa?

A esposa recebia o salário mensal dele. Se ele tomasse uma gota de álcool, ele ficava transtornado, então ele parou de beber.

Pergunta do tribunal – Quanto ele estava são ele estava com o juízo perfeito?

Quando são, sim.

Inquirição da testemunha CHARLES BALE:

Você era companheiro do prisioneiro?

Eu naveguei com ele em outro navio, o Isabella, julho passado. Ele sempre foi muito engraçado e, diferente de todos os outros, ele ficava andando para lá e para cá na proa e não era sociável com ninguém. Eu estava no hospital St. Thomas com ele uma semana antes dos fatos. Lá, ele parecia estranho e inconsciente. No domingo, perto das 16h, ele deixou o hospital e colocou algumas louças de barro, garfos e facas, além de outras coisas, dentro de uma camisa e saiu carregando tudo. Eu não o vi mais.

Pergunta do tribunal – Se ele estava nesse estado, como você o deixou ir?

Ninguém pode impedir uma pessoa de sair, mas se eu soubesse o que ele estava planejando, eu teria ido com ele.

Inquirição da testemunha ANN WOOD:

Eu era enfermeira no hospital St. Thomas, onde estava o prisioneiro, e observei que, várias vezes, ele se encontrava perturbado. Ele levantava durante a noite, caminhava sem sentido, e falava sozinho. Eu disse para ele se acalmar e deitar na cama, ou eu seria obrigada a avisar o sargento e ele iria tentar acalma-lo com outros métodos. Dito isso, eu recebi uma pequena resposta dele, que parecia estar melancólico.

Inquirição da testemunha GEORGE CHANBERLAIN:

Você era um oficial no Ceylon, o navio onde o prisioneiro estava. Você soube se o prisioneiro cortou a própria garganta?

Certamente, e a conduta dele era geralmente tão estranha que nem os oficiais aos quais ele servia não queriam se associar a ele. Além disso, quando o navio estava em perigo no rio Tâmisa, eu esperava ajuda dele, já que era um barqueiro, mas ele se recusou e tomou um barco e deixou o navio.

Pergunta do tribunal – Quando ele cortou a garganta?

Algum dia de maio de 1806.

Quanto tempo você continuou navegando com ele depois disso?

Eu acho que dois ou três meses.

Você o enviou para algum hospital?

Nós tínhamos um cirurgião a bordo. Ele suturou a ferida.

O cirurgião o considerou insano?

Ele não era confiado com nenhum comando depois do incidente.

Inquirição da testemunha SUSANNAH GILLAM:

Eu vivia em Worcester Street, a oeste de St. George. Eu sou casada e alugo aposentos. No dia 2 de fevereiro, o prisioneiro alugou um quarto em minha casa. Ele ficou lá por oito dias. Ele frequentemente jogava seu garfo e sua faca durante as refeições, e andava para lá e para cá na cozinha, e falava de forma estranha sobre alguém que, pelo discurso, eu suspeitava ser sua esposa. Ele levantava da cama a noite e andava para lá e para cá no quarto, falando sozinho. Eu não achei que ele batia bem. Frequentemente ele dizia: “Deus, me proteja”. Eu observava ele com frequência, quando estava nesse estado, e ele ia até o quintal e jogava água na cabeça. No dia 8 ou 10 de fevereiro ele foi embora pela manhã. Ele pediu dinheiro e eu dei para ele. Ele me disse que seria pago pelo serviço no navio. Eu não o vi por quatro ou cinco dias e então ele veio e disse que sua esposa o tinha aprisionado. Ele parecia muito agitado. Depois que ele me pagou, ele foi embora e eu nunca mais o vi até que o encontrei na prisão de Newgate.

VEREDITO

Inocente. Insano na época do crime.

Fonte: Old Bailey

Inacreditável, né? Espero que tenham gostado (não do resultado, mas do artigo rs).

Com carinho, Roberta.

A imagem em destaque foi retirada do blog Jane Austen World.

Postado por: Roberta Ouriques

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